quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lótus


Quando a manhã chora
E o céu está próximo
E a estrada que você escolhe
Por minha mão é conduzida

Na luz da manhã
Tudo está limpo e feito
E as teias de aranha
Brilham como fios de prata

Mas você não deve temer o escuro
Eu irei vigiar seu sono
Enquanto não chega a manhã
Toda ferida tem perdido a cor
Eu irei, eu irei
Eu irei vigiar seu sono

Lidere-me
Por favor me guie
Me desacorrente
Me desamarre

Eu vejo sua sombra
Se sacudir na parede
Mas nao consigo ouvir sua voz quando chama
Podes diferenciar sonhos da realidade?
Podes diferenciar sentido da insanidade?

Ás vezes tudo derrete
E se mistura com meias-mentiras
Meias-mentiras


Mas você não deve temer o escuro
Eu irei vigiar seu sono
Enquanto não chega a manhã
Toda ferida tem perdido a cor
Eu irei, eu irei
Eu irei vigiar seu sono

Mas você não deve temer o escuro
Eu irei vigiar seu sono
Enquanto não chega a manhã
Toda ferida tem perdido a cor
Eu irei, eu irei
Eu irei vigiar seu sono

Parar de Existir


Um sopro de vida aveludado
Encanta o jardim do deleite
A voz dela dentro desses ventos
A flor tão serena
Sua fria e silenciosa lamúria
Descendo como chuva de solstício de verão
Sepulta meu coração no teu
Um gosto do vinho do paraíso

Sob um brilho de lua cheia
Ela vem com vestidos flutuando vastamente
Com lábios como sangue de Fauno
Encantadores olhos do amanhecer
Ao redor da lua ela observa
Uma estrela solitária decai sua face
Por tudo o que ela perdeu em vida
Sepultada tão profundamente dentro
Folhas...
Dançam em seu precioso éden
Onde ela jaz profundamente
A perda dela na vida esculpida
No crepúsculo e lágrimas de anjo

Ilumine a noite dentro de mim
Guie-me até lá
Onde meu coração jaz sepultado
Sob os sete mares ...